Cerâmica

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Luísa Vilar, de 27 anos, é designer de produto licenciada pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, adquiriu uma avultada paixão pela cerâmica quando a decidiu estudar no curso de design de equipamento.

Embora tenha sido curta a experiência, depois de terminar o cur- so, ao longo dos anos, nunca esqueceu esta paixão e foi sempre tentando cultivar esta arte em si mesma. Desde os tempos de faculdade, influenciada pela sua in- spiradora professora de cerâmica e pelas teorias apren- didas nas aulas de antropologia sobre a origem dos primeiros objectos, se interessou pela parte da mold- agem do corpo humano, utilizando-a em prol da cerâmi- ca. Mas, só mais tarde começou a desenvolver mais profundamente o conceito de desenvolver peças utili- tárias feitas a partir das curvaturas do corpo humano.

Encontrando várias dificuldades no seu caminho, nem sempre conseguiu praticar constantemente cerâmica, tendo assim pausas no seu precurso. Em 2019 voltou a Portugal, foi então que decidiu fundar a sua marca Dirtydishes. Marca esta, com uma estética e conceito, muito influencidos pelas experiencias pes- soais de Luísa, tornando assim Dirtydishes muito íntima. Para além das suas experiências pessoas, Luísa tem várias inspirações, o documentário “Female pleasure” de Barbara Miller, a música “Nasty Gal” de Betty Davis ou até mesmo a estátua “Pietà” de Michelangelo, são algumas delas. Dirtydishes pretende desafiar as barreiras entre a arte e o design, oferencendo peças utilitárias que podem tam- bém ser esculturas falantes de mensagens feministas.